Trompa
- omaestrinobr
- 4 de set. de 2020
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A trompa é um instrumento de origem pré-histórica, utilizado inicialmente para caça e outras finalidades e empregada para fins musicais apenas em meados do século XVII.
É feita de zinco e cobre, pesa cerca de 2,5 kg e é um dos instrumentos de maior dificuldade de aprendizado: além da embocadura, o músico precisa dominar a utilização das válvulas e o ajuste de posição da mão direita dentro da campana. Dependendo do trompista, possui um alcance aproximado de 3 a 4 oitavas.
Inicialmente a trompa não possuía válvulas, pistos nem rotores. Os sons das notas eram produzidos apenas com o auxílio da mão direita dentro da campana. A tonalidade do instrumento era alterada por meio de chaves que eram acopladas, os chamados corpos de substituição. A partir do seu posicionamento, a trompa estaria apta a ser tocada na tonalidade desejada.

Trompa natural, sem válvulas.
A trompa moderna foi popularizada no século XIX. Agora munida de válvulas, já não era necessário fazer a mudança dos corpos de substituição para alteração da tonalidade desejada. Bastava ao músico fazer a devida transposição para a tonalidade que se desejava tocar.

Válvulas de uma trompa moderna
Inicialmente, houve alguma resistência à esta adaptação. Um dos primeiros grandes compositores a quebrá-la foi Robert Schumman com seu concerto para trompa de válvulas e orquestra, de 1849.
Oficialmente, a trompa é um instrumento da família dos metais. Entretanto, possui características que a posicionam como um instrumento intermediário entre os metais e as madeiras. Ao mesmo tempo que possui características de intensidade, força e potência de som comuns a instrumentos da família dos metais, também é um instrumento delicado e doce, como a maioria das madeiras.
Entre as principais peças compostas para trompa (natural ou moderna), estão o já mencionado Concerto para Trompas de Schumman, os Concertos de Mozart, a 5ª sinfonia de Tchaikovski, entre outros.



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