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Sinfonias

  • omaestrinobr
  • 3 de set. de 2020
  • 2 min de leitura

A Sinfonia é uma das mais famosas e fascinantes formas de composição musical. O termo vem do grego (Syn = todos, Fono = som), nos explicitando que se trata de uma composição para todo o conjunto orquestral.

Uma das mais importantes características das Sinfonias é o fato de nelas não haver solistas. Trata-se, como a própria etimologia da palavra nos leva a presumir, de uma composição destinada a ser executada por toda a orquestra de forma conjunta, sem destaques individuais.


Franz Joseph Haydn (1732-1809) é considerado o pai da Sinfonia, muito embora o termo tenha sido empregado em peças do período Barroco por alguns compositores (entre eles Johann Sebastian Bach) para caracterizar algumas composições de grande complexidade. Haydn compôs mais de 100 Sinfonias, muitas delas emblemáticas.


As Sinfonias são compostas por quatro movimentos. Há algumas variações mas, em geral, estes seguem a seguinte estrutura:


1º movimento - geralmente em forma de sonata e alegre;

2º movimento - apresentado em formato ternário com três seções, normalmente lento;

3º movimento - dois minuetos e um trio;

4º movimento - alegre, em geral rápido, semelhante ao primeiro movimento;


A cidade alemã de Mannheim foi considerada a capital da Sinfonia no século XVIII, tendo influenciado diretamente a obra de grandes nomes da época, como Johann Stamitz, Christian Cannabich e Carl Stamitz, além do já citado Haydn.


E não há como falar em Sinfonias sem citar os geniais Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) e Ludwig van Beethoven (1770-1827).


Há 41 sinfonias de Mozart numeradas (em torno de 13 compostas durante sua infância), embora muitos acreditem que ele tenha composto mais de 60 sinfonias durante seus curtos 35 anos de vida.


Beethoven compôs 9 sinfonias, entre elas a política Eroica (Sinfonia número 3). Devido à admiração de Beethoven pelo ideário da Revolução Francesa, a obra inicialmente seria dedicada a Napoleão Bonaparte. Quando este se auto declarou Imperador da França, Beethoven revoltou-se com o ato e riscou o seu nome do manuscrito.


No fim, a obra foi impressa com dedicatória ao princípe Lobkowitz, com o subtítulo: "composta para celebrar a memória de um grande homem". Especula-se que, na verdade, Beethoven referia-se no subtítulo a Luis Fernando, príncipe da Prússia, morto em batalha contra a França em 1806.


Em sua obra sinfônica, destaca-se também a genial sinfonia nº 9 (composta quando já padecia de um grave problema auditivo), além da conhecidíssima nº 5.


Entre os grandes compositores sinfonistas históricos, além dos citados acima, destacam-se nomes como Mahler, Brahms, Prokofiev, Schumann, Tchaikovsky, Rachmaninoff, entre muitos outros.


 
 
 

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